escuro, meio tonto
a chave custa a entrar
com grande dificuldade a porta se abre
chaves ao chão
na geladeira mais uma lata
pela janela chuva fina chora lentamente
ainda escuro
prostrado no sofá
meu apartamento fino me seduz
durmo, acordo, durmo, acordo
ainda bêbado
madrugada adentra
na cama
com os olhos fixados no teto
uma lágrima escorre
lembro-me do começo da noite no pronto atendimento
é, acabei de perder minha primeira vida
Leonardo X. Gonçalves
sábado, 3 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
o povo precisa de ajuda
sabe o que mais me assusta?
são as pessoas comemorarem a "vitória" de um desconhecido que passou 3 meses trancado em uma casa fazendo ABSOLUTAMENTE NADA
e o que aterroriza mais ainda é que isso perdura por 10 anos
é!
já é caso de saúde pública
Leonardo X. Gonçalves
são as pessoas comemorarem a "vitória" de um desconhecido que passou 3 meses trancado em uma casa fazendo ABSOLUTAMENTE NADA
e o que aterroriza mais ainda é que isso perdura por 10 anos
é!
já é caso de saúde pública
Leonardo X. Gonçalves
acordo com o barulho da obrigação
com os olhos preguiçosos em abrir
olho ao meu redor, no quarto mal iluminado pelo sol que vem do banheiro
levanto vagarosamente como uma preguiça sonolenta
em pé, vou ao banheiro e me cego pela luz
olho no espelho uma face amassada e inchada
com a coragem medrosa de um rato sai do quarto
na cozinha, tomo minha droga preta
na sala, ligo a tv
notícias corriqueiras de desvio de verba
e obras por terminar
alguns minutos mais tarde
aparece um diabo loiro, com o seu papagaio escroto
falam da coisa mais inútil existente
o ópio do povo , infelizmente, não só da massa
nesse momento minha dose de emburrecimento chega no mais alto nível
a tela fica negra
e eu me dirijo aos meu livros
Leonardo X. Gonçalves
com os olhos preguiçosos em abrir
olho ao meu redor, no quarto mal iluminado pelo sol que vem do banheiro
levanto vagarosamente como uma preguiça sonolenta
em pé, vou ao banheiro e me cego pela luz
olho no espelho uma face amassada e inchada
com a coragem medrosa de um rato sai do quarto
na cozinha, tomo minha droga preta
na sala, ligo a tv
notícias corriqueiras de desvio de verba
e obras por terminar
alguns minutos mais tarde
aparece um diabo loiro, com o seu papagaio escroto
falam da coisa mais inútil existente
o ópio do povo , infelizmente, não só da massa
nesse momento minha dose de emburrecimento chega no mais alto nível
a tela fica negra
e eu me dirijo aos meu livros
Leonardo X. Gonçalves
terça-feira, 30 de março de 2010
em um momento de observação
no trânsito, eu tendo os meus corriqueiros monólogos
olho pela janela e vejo a personificação da literatura
sim, bem ali
vejo macabea
um gay afeminado, com um guarda chuva torpe, florido e nitidamente velho
caminha pela rua com uma roupa desalinhada e castigada pelo tempo
carrega uma bolsinha de rippie que laçava ao pescoço
sandália que era clara nos pés
e lá vai ela caminhando e rebolando
o semáforo abre
eu sigo meu caminho e macabea o dela
é, hoje a vida imitou a arte.
Leonardo X. Gonçalves
olho pela janela e vejo a personificação da literatura
sim, bem ali
vejo macabea
um gay afeminado, com um guarda chuva torpe, florido e nitidamente velho
caminha pela rua com uma roupa desalinhada e castigada pelo tempo
carrega uma bolsinha de rippie que laçava ao pescoço
sandália que era clara nos pés
e lá vai ela caminhando e rebolando
o semáforo abre
eu sigo meu caminho e macabea o dela
é, hoje a vida imitou a arte.
Leonardo X. Gonçalves
segunda-feira, 29 de março de 2010
interferência
desespero bate
medo de não saber nada
mão treme e a folha, ansiosa, espera
espera
espera e
espera
esta tudo ali
a respostas vão, sozinhas, a desenhar no papel
e minha mente?
é esta ocupada em mais um surto saudosista.
Leonardo X. Gonçalves
medo de não saber nada
mão treme e a folha, ansiosa, espera
espera
espera e
espera
esta tudo ali
a respostas vão, sozinhas, a desenhar no papel
e minha mente?
é esta ocupada em mais um surto saudosista.
Leonardo X. Gonçalves
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