sexta-feira, 23 de setembro de 2011

INERTE

Os dias voltaram, monotonamente, serem iguais
o sol, que um dia sorria um amarelo vivo
hoje sorri um alaranjado sorriso ferrugem
o verde das árvores se tornaram seco
perderam a vida
nuvem que outrora foram brancas 
manchando o céu azul
hoje são cinzas, o céu é cinza

o ar seco
queima as narinas
seca os pulmões
rouba dos olhos a lágrima que rolaria
pelo rosto

compassado, o coração, bate sem 
alguma emoção
bate choroso, bate apático
bem, simplesmente bate e bombeia

perdi em algum canta
em algum beco
em algum...
aquela coisinha que fica la no fundo
que nos faz ver no meio do pântano
a flor que brota bela e exuberante
perdi o amor


Leonardo Xavier Gonçalves

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

como cantou o poeta
"dizem que sou louco
que você manda em mim"
bebo da fonte
sim, sou loucamente alucinado
alucinadamente apaixonada
burro, idiota entre outras coisas
coração explode, chora, sangra
mas logo cicatriza e volta a bater

vivo na labuta de viver
esmero meu espirito
e sigo com a consciência tranquila

Leonardo Xavier Gonçalves


terça-feira, 26 de julho de 2011

SEM RUMO

momentos de alegria
momentos de tristeza
vivo em um montanha russa
encontros e desencontros
acho pessoas
perco pessoas

elas entram
me constroem
se vão e me demolem

marcar, com felicidades, lágrimas
se vão... andando e me deixam para trás
ou são arrancadas de mim
simplesmente param mas partem
param eternamente

meu coração ansioso
apaixonado, vive grandes emoções
cansado deseja, já, parar de bater

sol amarelo brilha
a lua majestosa, joga a sua luz
branca, limpa sombre mim

feliz, triste, acompanhado ou só
vivo um montanha russa
que desejo não vivenciar
não sei se meu coração indeciso
aguenta tanta coisa

Leonardo Xavier

sábado, 2 de julho de 2011

Cenas Espirituais

vendo à televisão
rostos morenos passam
com véus brancos que cobrem cabeças
em filas, seguem por dentre caminho pedroso
com algumas poucas árvores, com sombras mínguas
arbustos calvos verdes

a luz incide sobre tais rostos
amarelo alaranjado, vão se tornando
os escaços sinais do sol
vão sendo substituído
por fracas chamas
de velas esqueléticas

vão eles seguindo
entoando orações

a televisão se desliga
e vou tomar um café

Leonardo Xavier

sábado, 25 de junho de 2011

ALFORRIA MENTAL

levanta fazendo sempre as mesmas coisas
fazia as mesmas coisas
numa rotina monótona
o cérebro não respondia
os músculos ,já, automaticamente
se moviam sós

na face, ao redor dos olhos
manchas negras transpareciam o cansaço mortal
rugas brotavam por toda ela

a fome sumia, o peso diminuía

ó mente escrava, agora é nova fase
te dou alforria
mesmo curta, breve
liberte-se, viva, transcenda-se
agora é fase de liberdade

que se vão as manchas negras
o automatismo muscular
a falta de resposta cerebral

porque hoje assino a sua alforria

Leonardo Xavier

quarta-feira, 8 de junho de 2011

a cabeça já não acompanha
as pernas também
e braços

coração ,lentamente, bate, eloquentemente
em batidas compassadas
preguiçosas
transparece, transmite
o estado atual

olhos estagnados
miram nada
veem nada
sentem nada

nada quero
nada sinto
nada penso

estático estou
pretendo ficar
em batidas compassadas preguiçosas
esperarei, assim, até que tudo volte
ao normal

Leonardo Xavier

quarta-feira, 1 de junho de 2011

é, nasci para ser sozinho
meu cupido deve ter alguns problemas
sempre sou a pessoa certa
mas na hora errada

o tempo vai andando
correndo
e eu, nos locais errado
e me falam que sou certo

terei que conversar com meu cupido
arrume esse seu relógio

nasci certo, para pessoas erradas

Leonardo Xavier